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Meio ambiente

Apenas sete países alcançam o padrão de qualidade do ar da OMS

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O 6º Relatório Anual Mundial sobre a Qualidade do Ar, pela IQAir, foi divulgado ontem (19/3), revelando detalhes preocupantes dos países, territórios e regiões mais poluídos do mundo em 2023. A situação é mais dramática na Ásia, que possui as 100 cidades com piores índices de qualidade do ar em todo o mundo.

O estudo analisou especificamente as partículas finas, ou PM2,5, que são os menores poluentes, mas também os mais perigosos. Apenas 9% das mais de 7.800 cidades analisadas globalmente registraram uma qualidade do ar que cumpria os padrões da OMS, que afirma que os níveis médios anuais de PM2,5 não devem exceder 5 microgramas por metro cúbico.

Os sete países e territórios que não registraram índices de concentração de poluentes do tipo PM2,5 foram Austrália, Estônia, Finlândia, Granada, Islândia, Maurício e Nova Zelândia.

Na outra ponta, os países com os piores índices de qualidade de ar foram Bangladesh (79,9 µg/m3), Paquistão (73,7 µg/m3), Índia (54,4 µg/m3), Tajiquistão (49 µg/m3) e Burkina Faso (46,6 µg/m3). Dos 134 países e regiões analisados, 124 (92,5%) tiveram concentração de poluentes PM2,5 que excederam o limite de 5 µg/m3.

A má qualidade do ar atinge majoritariamente os países mais pobres, mas muitas nações desenvolvidas também enfrentam problemas com a poluição atmosférica. O Canadá, por exemplo, experimentou uma piora significativa na qualidade de seu ar no último ano, em decorrência direta dos incêndios florestais que tomaram a porção oeste do país no último verão.

Outro destaque negativo no levantamento da IQAir é a China. O país asiático vinha experimentando melhorias recentes na qualidade do ar, mas a retomada da atividade industrial pós-pandemia resultou em uma piora de 6,3% nos índices de poluição em comparação com 2022. Em Pequim, uma das áreas mais críticas, o salto na concentração de PM2,5 foi de 14% no último ano.

Para o relatório deste ano, foram usados dados de mais de 30.000 estações de monitoramento da qualidade do ar em 7.812 locais em 134 países. Embora mais países e regiões estejam monitorando a qualidade do ar, muitos ainda não têm instrumentação regulamentar suficiente do governo.

No entanto, os monitores de qualidade do ar de baixo custo, financiados e operados por cidadãos, cientistas, pesquisadores, defensores comunitários e organizações locais, têm sido muito úteis para preencher essas lacunas em todo o mundo.

“Um ambiente limpo, saudável e sustentável é um Direito Humano Universal. Em muitas partes do mundo, a falta de dados sobre a qualidade do ar atrasa ações decisivas e perpetua o sofrimento humano desnecessário. Dados sobre a qualidade do ar salvam vidas. Onde a qualidade do ar é relatada, ações são tomadas e a qualidade do ar melhora”, afirmou Frank Hammes, CEO Global da IQAir.

Meio ambiente

Crise do clima pode derrubar renda global em 19% até 2050

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Um estudo que cruzou informações sobre economia local em populações do mundo todo com dados climáticos nos últimos 40 anos gerou uma simulação para os próximos 25 anos para saber como cada canto do planeta vai reagir ao aquecimento global. Se nada for feito contra as emissões de CO2, a renda global deve cair 19%.

O trabalho, realizado por economistas alemães, fez uma simulação com detalhamento regional inédito para investigar a questão, avaliando mais de 1600 unidades subnacionais no mundo. A precisão do estudo criou um modelo para entender o impacto econômico da crise do clima em estados, províncias e outros tipos de divisão que países adotam para seus territórios.

O Brasil aparece como um dos países mais afetados na simulação. Todos os 27 estados brasileiros devem sofrer queda na renda média por problemas desencadeados pelo clima, mas alguns terão mais dificuldades do que outros.

As regiões do Norte e do Centro-Oeste, que abrigam a maior parte dos biomas da Amazônia e do Cerrado, devem ser mais impactadas, com quedas de renda média superiores a 25%. Outras regiões ficariam na faixa de impacto entre 10% e 20%.

O artigo dos pesquisadores que fizeram a simulação, publicado hoje pela revista Nature, destaca um mapa global mostrando como esse fenômeno deve impactar o planeta de forma desigual. Os problemas mais graves devem ocorrer no interior da América do Sul, no Sahel africano, na Península Arábica e em alguns focos da Ásia Central e da África Subsaariana.

Países desenvolvidos, incluindo quase toda a Europa e o Sul também serão afetados, mas menos que as nações mais pobres em média. Só os poucos habitantes que vivem hoje no Ártico é que não devem ter a renda perturbada pela crise do clima, sugere o modelo. Como muitas das regiões apontadas como foco do problema já possuem renda média pequena, a crise do clima deve acentuar as desigualdades regionais no mundo, dizem os cientistas.

US$ 38 trilhões

 

Em volume total a simulação indica que o planeta pode perder US$ 38 trilhões por ano em média até 2050, se as emissões de gases do efeito estufa continuarem desenfreadas. A margem de erro é larga (de US$ 19 trilhões a US$ 59 trilhões), mas mesmo na margem inferior o impacto é significativo.

Os impactos na renda se manifestam na forma de problemas como redução de produtividade na agricultura, limitações de saúde dos trabalhadores e danos à infraestrutura por eventos climáticos extremos. Os cálculos de danos foram modelados principalmente em função de alterações de temperatura, dizem os cientistas, o que torna o estudo conservador. A perda deve ser até 50% maior se forem consideradas outras variáveis como chuva/seca e elevação do nível do mar.

Os danos, afirmam os cientistas, são muito menores que os custos de investimento estimados para o planeta fazer a transição dos combustíveis fósseis para a energia renovável. Já se sabia que isso era verdade em termos globais, mas agora o estudo mostra que essa lógica é válida em termos locais, para praticamente todos os cantos habitados do planeta.

— Esses danos de curto prazo são resultado de nossas emissões passadas. Precisaremos de mais medidas de adaptação se quisermos evitar pelo menos alguns deles. E temos de reduzir as nossas emissões de forma drástica e imediata para que as perdas econômicas não fiquem ainda maiores na segunda metade do século, subindo até 60% na média global até 2100 — disse em comunicado Leonie Wenz, vice-chefe do Instituto de Potsdam para Pesquisa em Impacto Climático que liderou o estudo.

Variação percentual de renda local projetada para 2049 como resposta à crise do clima — Foto: Maximilian Kotz/PIK/Nature

 

O trabalho mostra que a perda de renda impulsionada pela crise do clima é da ordem de seis vezes maior do que o custo de fazer a transição energética até o meio do século para frear o aumento da temperatura em 2,0°C, o limiar menos ambicioso do objetivo do Acordo de Paris para o clima.

— Isso mostra claramente que proteger o nosso clima é muito importante, e mais barato do que deixar de fazê-lo, mesmo sem considerar os impactos não-econômicos, como a perda de vidas e de biodiversidade — afirma a pesquisadora.

A questão da desigualdade destacada pelo estudo também é preocupante, dizem os cientistas.

— Haverá impacto em quase todo canto, mas os países tropicais serão os que mais sofrerão porque já estão mais quentes. Mais aumento de temperatura será, portanto, mais prejudicial — afirma Anders Levermann, outro coautor do estudo. — Os países menos responsáveis pela mudança climática deverão sofrer perdas de renda 60% superiores às dos países de alta renda e 40% superiores às dos países que são os maiores emissores.

Fonte: O Globo.

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